<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom">
  <channel>
    <title>Artes-Manuais</title>
    <description>As artes dos fios e da casa e seus entres na produção de conhecimento. Cursos de pós-graduação em Artes-manuais para Educação e Artes-manuais para Terapias, coordenados pelo Nina Veiga Atelier de Educação, com certificação e reconhecimento MEC</description>
    <link>https://www.artesmanuais.art.br/</link>
    <atom:link href="https://www.artesmanuais.art.br/blog/feed.xml" rel="self" type="application/rss+xml"/>
    <item>
      <title>A juventude é a travessia estelar através da infinitude do universo</title>
      <pubDate>Sat, 05 Sep 2026 07:00:05 -0700</pubDate>
      <link>https://www.artesmanuais.art.br/blog/a-juventude-e-a-travessia-estelar-atraves-da-infinitude-do-universo</link>
      <guid>https://www.artesmanuais.art.br/blog/a-juventude-e-a-travessia-estelar-atraves-da-infinitude-do-universo</guid>
      <description>&lt;p style="font-size: 83%;"&gt;**Texto de Manuela Silveira de Carvalho&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="display: inline-block"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center; font-size: 24px;"&gt;A juventude é a travessia estelar através da infinitude do universo em busca do apogeu de seu brilho próprio&lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined"&gt;&lt;span style="display: inline-block"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined"&gt;&lt;strong&gt;6° ano na sala de aula dos Trabalhos Manuais da Escola Waldorf&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined"&gt;Ao redor dos doze anos, um novo limiar se anuncia na vida da criança. A infância começa, pouco a pouco, a recolher-se, enquanto a adolescência desponta como um horizonte ainda desconhecido. É um tempo de profundas transformações, no qual corpo, alma e pensamento procuram um novo equilíbrio. A puberdade desperta forças intensas, e aquilo que antes era vivido com relativa espontaneidade passa a ser experimentado com maior consciência e profundidade.&lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined"&gt;O jovem volta seu olhar para si mesmo e passa a perceber-se de maneira mais nítida diante do mundo. Com isso, nasce também uma crescente capacidade crítica: questiona a si próprio, os colegas, os adultos e até mesmo as verdades que antes aceitava naturalmente. Seu mundo interior torna-se mais rico, mas também mais inquieto. Os sentimentos intensificam-se; as alegrias parecem maiores, as frustrações mais profundas e as experiências são vividas com uma intensidade que, muitas vezes, transborda em palavras, gestos e atitudes.&lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined"&gt;Os amigos passam a ocupar um lugar especial em sua vida. A simpatia espontânea pelo professor já não basta para despertar seu interesse; ele busca relações mais autênticas e deseja encontrar sentido naquilo que aprende. Surge um forte impulso para experimentar o mundo por si mesmo. O jovem quer sentir, testar, descobrir e verificar a realidade por meio de suas próprias vivências.&lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined"&gt;Também os sentidos atravessam um período de amadurecimento. Toda experiência toca...&lt;a href=https://www.artesmanuais.art.br/blog/a-juventude-e-a-travessia-estelar-atraves-da-infinitude-do-universo&gt;Read More&lt;/a&gt;</description>
    </item>
    <item>
      <title>Três textos</title>
      <pubDate>Sat, 08 Aug 2026 07:00:03 -0700</pubDate>
      <link>https://www.artesmanuais.art.br/blog/tres-textos</link>
      <guid>https://www.artesmanuais.art.br/blog/tres-textos</guid>
      <description>&lt;p style="font-size: 28px;"&gt;Se sentia com cinquenta&lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined" style="font-size: 83%;"&gt;Texto de Luciana Aguilar  &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="display: inline-block"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-size: 28px;"&gt;Azul&lt;/p&gt;&lt;p style="font-size: 83%;"&gt;Texto de Ivy Ota Calejon&lt;/p&gt;&lt;p style="font-size: 24px;"&gt;&lt;span style="display: inline-block"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-size: 28px;"&gt;A notícia chegou no fim da tarde&lt;/p&gt;&lt;p style="font-size: 83%;"&gt;Texto de Luciana Aguilar  &lt;/p&gt;&lt;p class=" style="&gt;&lt;span style="display: inline-block"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=" style="&gt;Tornou-se Especialista em Artes-Manuais para Terapias, aos 83 anos, depois de duas graduações. Diz sua filha: “Nós tínhamos muito orgulho dela por ter feito a pós. Graça aos trabalhos feitos com vocês, relatos, anotações, textos de reflexões, temos muitas lembranças dela”. Suas escritas seguem inspirando outras pesquisadoras.&lt;/p&gt;&lt;p class=" style="&gt;&lt;span style="display: inline-block"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center; font-size: 83%;"&gt;Escute os textos na voz de Luciana Aguilar&lt;/p&gt;&lt;p&gt;----&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Se sentia com cinquenta e A notícia chegou no fim da tarde, textos de Luciana Aguilar.&lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined"&gt;Especialista em Artes-Manuais para Educação e gestora acadêmica. Coordenadora Pedagógica da Pós-Graduação Artes-Manuais para Educação. Artemanualista. Docente da pós-graduação Artes-Manuais para Terapias. Pedagoga, atua como professora particular e orientação de trabalhos escolares e de textos acadêmicos. Mãe, estudante do curso de Letras. Escritora. Escreve sobre temas do cotidiano, as coisas ditas pequenas da casa, os fazeres manuais com fios, maternidade e mulheres. Pesquisadora da leitura e dos processos de escrita.&lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined"&gt;Conheça mais sobre a Luciana: &lt;a href="https://www.instagram.com/luciana_aguilar86/" data-type="undefined" target="_blank"&gt;https://www.instagram.com/luciana_aguilar86/&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;---&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Azul, texto de Ivy Ota Calejon&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Especialista em Artes-Manuais para Educação. Após o...&lt;a href=https://www.artesmanuais.art.br/blog/tres-textos&gt;Read More&lt;/a&gt;</description>
    </item>
    <item>
      <title>Um esboço no entre</title>
      <pubDate>Sat, 04 Jul 2026 07:00:09 -0700</pubDate>
      <link>https://www.artesmanuais.art.br/blog/um-esboco-no-entre</link>
      <guid>https://www.artesmanuais.art.br/blog/um-esboco-no-entre</guid>
      <description>&lt;p style="font-size: 83%;"&gt;Texto de Natalia Pineiro Bressan Dutra*&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Quando eu estava em um grupo de estudos com a terapeuta artística Silvia Mendes Correa, ela falava sobre a cor da flor de pessegueiro, apontada por Steiner como um cor colo de mãe, que acolhe, traz calor, segurança, e por isso está nas paredes das salas do Jardim Waldorf, eu nunca tinha ouvido falar sobre essa relação do ambiente escolar com essa dimensão mais ampliada da formação do Humano, mesmo estando em escola atuando com educação de arte desde 2008. Percorri um longo percurso, encontrando muitas coisas interessantes, que fazem parte de mim, mas encontrar a Pedagogia Waldorf e a Antroposofia de maneira geral fez com que minha vida mudasse completamente e incorporou um tecido muito mais harmônico para tantas linhas de interesse que sempre tive. Conectou realmente meus interesses e práticas na vida e também na vida pedagógica, porque com esse alicerce nada mais se separa, tudo se retroalimenta.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Arte, Educação, Natureza, Espiritualidade, Experiência, Filosofia, Psicologia, Pesquisa, Cuidar. Esses eram os pontos focais de minha vida, e que com a descoberta da Antroposofia, todos esses pontos se uniram em uma ciranda coerente. Não dá pra aprofundar todos esses pontos tanto quanto eu gostaria, mas dá pra dançar nessa ciranda.&lt;/p&gt;&lt;p class=" style="&gt;&lt;span style="display: inline-block"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=" style=" style="text-align: center; font-size: 83%;"&gt;Essa mudinha de Pêssego foi plantada por meu marido e filha e agora floriu seu primeiro broto.&lt;/p&gt;&lt;p class=" style="&gt; Essa foto acima foi tirada no terreno da minha casa neste domingo, em um momento de muita emoção. Essa mudinha de Pêssego foi plantada por meu marido e filha e agora floriu seu primeiro broto. De todas as mudas que plantamos na casa nova essa é a primeira a florir e achei bastante sincrôncio e simbólico que isso tivesse acontecido nesta semana, estudando nesta pós-graduação.&lt;/p&gt;&lt;p class=" style="&gt;Devorei os conteúdos...&lt;a href=https://www.artesmanuais.art.br/blog/um-esboco-no-entre&gt;Read More&lt;/a&gt;</description>
    </item>
    <item>
      <title>Trabalhos Manuais e eu</title>
      <pubDate>Wed, 17 Jun 2026 07:00:01 -0700</pubDate>
      <link>https://www.artesmanuais.art.br/blog/trabalhos-manuais-e-eu</link>
      <guid>https://www.artesmanuais.art.br/blog/trabalhos-manuais-e-eu</guid>
      <description>&lt;p style="font-size: 83%;"&gt;*Texto de Julia Stéfany de Jesus Vilas Boas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="display: inline-block"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ao iniciar o processo de elaboração do portfólio, percebi que, ao longo do percurso, acabei me envolvendo mais intensamente com as atividades práticas do que com as atividades teóricas e as aulas online. Esse movimento aconteceu de forma quase natural, pois reconheço em mim uma maior facilidade e afinidade com ações concretas, manuais e experienciadas no fazer. &lt;/p&gt;&lt;p class=" style="&gt;Nesse sentido, ao longo do processo, desenvolvi algumas atividades manuais que dialogavam com as propostas do curso, retomando práticas, saberes e até receitas que eu já conhecia previamente. Essas escolhas partiram do entendimento de que o aprendizado também se constrói a partir do que já sabemos e dominamos, permitindo aprofundar, ressignificar e ampliar esses conhecimentos por meio da prática. &lt;/p&gt;&lt;p class=" style="&gt;Assim, o fazer manual tornou-se uma estratégia de aproximação com os conteúdos trabalhados, funcionando como um caminho de engajamento, reflexão e expressão do aprendizado, ainda que, em alguns momentos, isso tenha significado um distanciamento maior das atividades teóricas formais.&lt;/p&gt;&lt;p class=" style="&gt;&lt;span style="display: inline-block"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Esse contato com a lã de melhor qualidade, com o feltro e com a lã de ovelha foi profundamente significativo para mim, e se tornou possível a partir das aulas do primeiro módulo. O manuseio desses materiais despertou não apenas um interesse técnico, mas também uma sensibilidade maior para o fazer manual como espaço de cuidado, presença e escuta de mim mesma. &lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined"&gt;Como diz Noeli Ortega, no livro A todos aqueles que movimentam as suas mãos, realizando com amor, desde o momento em que acordamos até o último instante consciente do dia realizamos movimentos complexos com as mãos. É por meio delas que pegamos objetos, tocamos superfícies, abrimos e fechamos potes, pinçamos,...&lt;a href=https://www.artesmanuais.art.br/blog/trabalhos-manuais-e-eu&gt;Read More&lt;/a&gt;</description>
    </item>
    <item>
      <title>O fuso que me fia</title>
      <pubDate>Sat, 06 Jun 2026 07:00:00 -0700</pubDate>
      <link>https://www.artesmanuais.art.br/blog/o-fuso-que-me-fia</link>
      <guid>https://www.artesmanuais.art.br/blog/o-fuso-que-me-fia</guid>
      <description>&lt;p style="font-size: 83%;"&gt;&lt;span style="color: #444444;"&gt;*Texto de Patrícia Avancci&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="display: inline-block"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A madeira arranha. A lâmina não entra como imaginei. O corte não obedece à linha reta que eu havia traçado em pensamento. A base escapa da mão, o eixo não se firma, e sinto a fúria subir pela garganta. O corpo inteiro se contrai. O fuso que deveria nascer parece zombar de mim. E logo a voz que me acompanha há anos ecoa, certeira: “se não ficar perfeito, é melhor nem continuar.”&lt;/p&gt;&lt;p class=" style="&gt;É nesse instante que percebo que a pesquisa não começa na ordem, mas no tropeço. Não é o resultado acabado que inaugura o pensamento, é a frustração. É quando o corpo falha que algo novo se abre.&lt;/p&gt;&lt;p class=" style="&gt;Richard Sennett lembra que a ferramenta é extensão do corpo, um prolongamento do gesto que dá forma ao mundo. Aqui, percebo que é também extensão da minha vulnerabilidade. O fuso nasce torto porque minhas mãos carregam pressa. Porque ainda não sei esperar o tempo da madeira. Porque o medo do julgamento me impede de me entregar ao gesto simples. A madeira resiste, mas não é inimiga: é espelho. Ela me devolve a ansiedade que trago, a rigidez que me domina, o desejo de controle que tantas vezes me paralisa.&lt;/p&gt;&lt;p class=" style="&gt;Cada tentativa frustrada repete o mesmo movimento, mas não retorna ao mesmo ponto. Como aponta Deleuze, a repetição não é cópia, não é generalidade é diferença. E nesse movimento descubro que cada erro abre uma possibilidade. Não é fracasso, é devir. É a própria pesquisa me lembrando que não existe aprendizado sem desalinho, que não existe gesto sem variação.&lt;/p&gt;&lt;p class=" style="&gt;A cada golpe imperfeito, a cada encaixe malfeito, um pequeno deslocamento acontece. Uma curva inesperada, uma borda irregular, um detalhe que não estava no plano. E o que parecia falha se revela como abertura. A repetição me obriga a suportar o tempo, a conviver com a espera, a aceitar que entre o início e o fim...&lt;a href=https://www.artesmanuais.art.br/blog/o-fuso-que-me-fia&gt;Read More&lt;/a&gt;</description>
    </item>
    <item>
      <title>A casa é um caldeirão</title>
      <pubDate>Sat, 16 May 2026 07:00:15 -0700</pubDate>
      <link>https://www.artesmanuais.art.br/blog/a-casa-e-um-caldeirao</link>
      <guid>https://www.artesmanuais.art.br/blog/a-casa-e-um-caldeirao</guid>
      <description>&lt;p style="font-size: 83%;"&gt;*Texto de Andiana Freitas&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Morei numa espelunca. A mais terna, adorável, festiva e parturiente espelunca. Renasci pela quarta vez nela, na casa 88. Era tão acolhedora que fez despertar no rio Paraíba do Sul o desejo incontido de ir até lá, invadir todos os cômodos. Que danado!&lt;/p&gt;&lt;p class=" style="&gt;Tudo na casa 88 implorava trato, menos a alma dela; grandiosa, acolhedora, recebia, sorrindo, todos os jovens que, ali, buscavam sossego ou a desaceleração das inquietações que transbordavam.&lt;/p&gt;&lt;p class=" style="&gt;A casa 88, a época da casa 88, a espelunca casa 88 era abrigo de pássaros, de sapinhos e de todos os nossos sonhos.&lt;/p&gt;&lt;p class=" style="&gt;Não era minha, tive que aprender a dizer adeus. &lt;/p&gt;&lt;p class=" style="&gt;Na memória afetiva foi a mansão sem paredes que a vida trouxe, pra que eu me expandisse um cadinho mais.&lt;/p&gt;&lt;p class=" style="&gt;Mas a casa, o território, a imensidão escancarada nos poucos vídeos que visitei pelas portas do Fórum Artes da Casa, tudo o que ouvi – mais que vi – puxou a fieira do tempo e, nos rastejar dos fios, no chão, vieram as sensações, emoções que ainda não haviam sido avistadas pelo “dar-se conta…” Daí, o que mais passei a ouvir de mim mesma era uma ladainha em repetição: céus! Céus! Céus! O coração, de tão apertado, quase fechou sua porta. &lt;/p&gt;&lt;p class=" style="&gt;Quantas casas, tantas, e cada uma delas pelas quais passei, tão exigentes e castradoras, sem dúvida mereceriam a frase dita “A casa é um caldeirão”. A história registra que os alquimistas precisavam manter o fogo do caldeirão aceso, permanentemente. Ou assim, ou não se processava a transmutação do chumbo em ouro.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Estou com a alma revirada, como casas em dias de faxina. Não imaginava encontrar tanta poeira e brinquedos em tantos cantos perdidos; tantos sinais que podem bem me dar conta de mim mesma.&lt;/p&gt;&lt;p class=" style="&gt;Desde o berço de madeira numa casa cheia de gente, até aqui, no quarto onde habito e não sei se moro, pressinto, aos 65...&lt;a href=https://www.artesmanuais.art.br/blog/a-casa-e-um-caldeirao&gt;Read More&lt;/a&gt;</description>
    </item>
    <item>
      <title>Existem as falas</title>
      <pubDate>Sat, 02 May 2026 07:00:57 -0700</pubDate>
      <link>https://www.artesmanuais.art.br/blog/existem-as-falas</link>
      <guid>https://www.artesmanuais.art.br/blog/existem-as-falas</guid>
      <description>&lt;p style="font-size: 83%;"&gt;Texto de Ana Magnani*&lt;/p&gt;&lt;p style="font-size: 100%;"&gt;Existem as falas e os desenhos de crianças que marcam a nossa trajetória e dizem sobre os caminhos que iremos tomar.&lt;/p&gt;&lt;p class=" style="&gt;Esse desenho é um deles.&lt;/p&gt;&lt;p class=" style=" style="text-align: center; font-size: 83%;"&gt;Desenho de aluno realizado em 2018&lt;/p&gt;&lt;p class=" style="&gt;&lt;span style="display: inline-block"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=" style="&gt;Esse desenho foi colocado entre os outros, então não sei quem o fez. Muitas crianças realizam seus desenhos e depois, por vergonha ou medo ou insegurança, colocam entre os outros para que não precise se expor.&lt;/p&gt;&lt;p class=" style="&gt;Isso acontece por alguns motivos, vou citar dois:&lt;/p&gt;&lt;p class=" style="&gt;* algumas professoras/es tendem a "julgar" o desenho das crianças;&lt;/p&gt;&lt;p class=" style="&gt;* ainda persiste a prática do desenho ser considerado uma atividade sem valor e não uma linguagem, e não existir depois de realizada a atividade, o tempo para a apreciação, expandir as ideias, refletir sobre eles.&lt;/p&gt;&lt;p class=" style="&gt;Como educadoras, muitas vezes, esquecemos o valor do desenho.&lt;/p&gt;&lt;p class=" style="&gt;Enfim, o que queria compartilhar com vocês é a obra feita e como ela é profunda. Esse desenho fala sobre Brasil, sobre colonização, sobre não pertencimento e muitas outras coisas.&lt;/p&gt;&lt;p class=" style="&gt;O que você sentiu observando essa obra?&lt;/p&gt;&lt;p class=" style="&gt;Me conte.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color: #444444;"&gt;______&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined s-component-content s-font-body s-component s-text s-blog-section-inner sixteen columns container s-block-item s-repeatable-item s-block-sortable-item s-blog-post-section s-narrow-margin blog-section" style="text-align: left; font-size: 18px;"&gt;&lt;span style="color: #444444;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #444444;"&gt;&lt;a style="color: #444444;" href="https://www.instagram.com/ana.magnani.educadora/" data-type="undefined" target="_blank"&gt;Ana Magnani&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #444444;"&gt; é doutoranda em...&lt;a href=https://www.artesmanuais.art.br/blog/existem-as-falas&gt;Read More&lt;/a&gt;</description>
    </item>
    <item>
      <title>Tempo, passatempo, passar o tempo...</title>
      <pubDate>Sat, 18 Apr 2026 07:00:31 -0700</pubDate>
      <link>https://www.artesmanuais.art.br/blog/tempo-passatempo-passar-o-tempo</link>
      <guid>https://www.artesmanuais.art.br/blog/tempo-passatempo-passar-o-tempo</guid>
      <description>&lt;p style="font-size: 83%;"&gt;&lt;span style="color: #444444;"&gt;Texto de Patrícia Amantino Estivallet*&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="display: inline-block"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Agora tenho me demorado em olhar a casa, habitá-la nestes anos de aposentadoria me permitem esse tempo de apreciação e participação com seus ritmos e suas coisas.&lt;/p&gt;&lt;p class=" style="&gt;	Se, segundo Bachelard, as gavetas, os cofres, os armários  “trazem consigo uma espécie de estética do escondido” (Bachelard, 1978), o que trariam consigo os relógios?&lt;/p&gt;&lt;p class=" style="&gt;	Aqui habitam relógios: de parede, de pulso, digitais e analógicos. Os analógicos são tão “analógicos” que possuem “manivelas”. Saberão vocês o que é uma manivela?&lt;/p&gt;&lt;p class=" style="&gt;	Voltemos aos relógios da casa, um deles é centenário e sempre na família, é um relógio de parede daqueles com pêndulo  que bate a cada 15 minutos. Quando mais jovem, implicava com suas constantes batidas, hoje seu silêncio me incomoda, não há mais quem entenda suas engrenagens, que permanecem então,  silenciosas.&lt;/p&gt;&lt;p class=" style="&gt;	E tem um relógio ponto, aquela caixa de metal verde com uma alavanca e cartões de papel, que foi abandonado com a chegada do “ponto digital”,  o relógio que minha mãe nunca tirava do pulso e ainda, os digitais no computador, nos celulares, mas não é nesses que me demoro, são óbvios demais e nem fazem tic-tac.&lt;/p&gt;&lt;p class=" style="&gt;	Interesso-me pelo relógio da parede, pelo relógio ponto e pelo relógio da minha mãe. O que eles têm em comum?  Um jeito “artesanal”, quase manual de pensar e  registrar o tempo. É preciso nosso engajamento com a coisa, é preciso dar “corda”, um ato físico, dar corda ao tempo.&lt;/p&gt;&lt;p class=" style="&gt; 	Nos maiores, relógios de parede, as manivelas precisam ser encaixadas no lugar correto e serem acionadas diariamente. Compreendes? É ação nossa com a coisa.&lt;/p&gt;&lt;p class=" style="&gt;	É preciso parar e atentar ao tempo, girar a manivela várias vezes, é preciso presença, por o tempo em movimento e então, me...&lt;a href=https://www.artesmanuais.art.br/blog/tempo-passatempo-passar-o-tempo&gt;Read More&lt;/a&gt;</description>
    </item>
    <item>
      <title>Memória, ..., que coisa estranha</title>
      <pubDate>Sat, 08 Nov 2025 06:03:01 -0800</pubDate>
      <link>https://www.artesmanuais.art.br/blog/memoria-que-coisa-estranha</link>
      <guid>https://www.artesmanuais.art.br/blog/memoria-que-coisa-estranha</guid>
      <description>&lt;p&gt;Texto de Ana Magnani*&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="display: inline-block"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Memória, ..., que coisa estranha, repentinamente você toca uma coisa há muito tempo deixada de lado e, puff, uma história que parecia perdida retorna para nos fazer sentir novamente.&lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined"&gt;Bom, foi esse o acontecimento de hoje.&lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined"&gt;Vou contar a história.&lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined"&gt;A muito não lembrava de como peguei gosto pelos tecidos e linhas e ainda não sei dizer se algum dia vi mãe costurando, essas são lembranças que ainda não consegui alcançar, mas recordei as histórias que a ouvi contar, em momentos de alegria, e outros tantos de revolta.&lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined"&gt;Começou a retornar hoje, quando ao abri uma caixa guardada a muito, muito tempo, no maleiro do guarda-roupa. Nela, entre outros cacarecos, estavam adormecidos dois vestidinhos que mãe fez para mim. Um azul e branco com rendinhas de algodão e outro azul clarinho, com preguinhas, rendas, bordados e sainha franzidinha. Dois primores de capricho.&lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined"&gt;Observando os vestidos lembrei de mãe contando de quanto costurou na sua juventude. Roupas para ela, vó e tia. Saias godes, saiotes engomados que deveriam ficar em pé, casaquinhos dupla face, blusas finas... Tudo com acabamento perfeito.&lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined"&gt;Muitas lembranças se misturam nesse momento, o sentimento de alegria, frustração e tristeza. A mágoa por nunca ter sido valorizada.&lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined"&gt;Sinto hoje que mãe buscava aprovação do pai e sentia nunca ter alcançado.&lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined"&gt;A filha mais velha, a responsável pela mãe e irmã quando o pai se ausentava.&lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined"&gt;Aquela que carregava a responsabilidade e o peso por cumpri-la.&lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined"&gt;Não tenho lembrança de mãe sentada a máquina de costura, mas lembro de uma máquina que existia fechada em casa, em um canto qualquer.&lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined"&gt;Corro os dedos pela costura dos pequenos vestidos para sentir,...&lt;a href=https://www.artesmanuais.art.br/blog/memoria-que-coisa-estranha&gt;Read More&lt;/a&gt;</description>
    </item>
    <item>
      <title>Por amor aos objetos</title>
      <pubDate>Sat, 06 Sep 2025 07:00:10 -0700</pubDate>
      <link>https://www.artesmanuais.art.br/blog/por-amor-aos-objetos</link>
      <guid>https://www.artesmanuais.art.br/blog/por-amor-aos-objetos</guid>
      <description>&lt;p style="font-size: 83%;"&gt;Texto de &lt;a href="https://www.ninaveiga.com.br/a-nina" data-type="undefined" target="_blank"&gt;Nina Veiga&lt;/a&gt;*&lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined"&gt;&lt;span style="display: inline-block"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined"&gt;&lt;strong&gt;A relação si-objeto&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined"&gt;Estou realizando uma pesquisa, na Residência Artífice que promovo, através do Atelier de Educação e Ativismo Delicado. A motivação do projeto surgiu pela necessidade de faxina em um depósito onde guardo as coisas de pouco uso do atelier.&lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined"&gt;São muitas coisas. Objetos.&lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined"&gt;Objetos em movimento. Faxina.&lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined"&gt;É que a casa, esse organismo vivo e afetivo, ao escutar a palavra faxina, já ficou toda alegre e criativa. Inventou mil cantinhos para limpar e renovar.&lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined"&gt;O fato é que seres como nós, que habitam casas como as nossas, amamos os objetos. Questão central nos meus estudos ontológicos e epistemológicos, assim como nos assuntos domésticos.&lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined"&gt;Meu projeto é a faxina e, na parte conceitual, estou  a ampliar meus estudos filosóficos sobre a relação si-objeto.&lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined"&gt;&lt;span style="display: inline-block"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined"&gt;&lt;strong&gt;Por amor aos objetos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined"&gt;Encontrei essa fotinho da bolsa de uma aluna-pesquisadora, da Pós-Graduação Artes-Manuais para Educação nos meus guardados e resolvi trazê-la para cá, junto à série de posts onde estou refletindo sobre objetos. A foto é puro amor aos objetos.&lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined"&gt;Acabo de ler um livro interessante sobre a temática objetos, como parte da minha pesquisa durante a Residência Artífice, 'Não-coisas: Reviravoltas do mundo da vida', de Byung-Chul Han, onde reflete sobre o mundo virtual e recupera a magia do sólido.&lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined"&gt;Diz Han: "As coisas estabilizam a vida humana na medida em que lhe conferem uma continuidade que 'deriva do fato de que a mesma...&lt;a href=https://www.artesmanuais.art.br/blog/por-amor-aos-objetos&gt;Read More&lt;/a&gt;</description>
    </item>
  </channel>
</rss>
