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    <title>Artes-Manuais</title>
    <description>As artes dos fios e da casa e seus entres na produção de conhecimento. Cursos de pós-graduação em Artes-manuais para Educação e Artes-manuais para Terapias, coordenados pelo Nina Veiga Atelier de Educação, com certificação e reconhecimento MEC</description>
    <link>https://www.artesmanuais.art.br/</link>
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      <title>Existem as falas</title>
      <pubDate>Sat, 02 May 2026 07:00:57 -0700</pubDate>
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      <description>&lt;p style="font-size: 83%;"&gt;Texto de Ana Magnani*&lt;/p&gt;&lt;p style="font-size: 100%;"&gt;Existem as falas e os desenhos de crianças que marcam a nossa trajetória e dizem sobre os caminhos que iremos tomar.&lt;/p&gt;&lt;p class=" style="&gt;Esse desenho é um deles.&lt;/p&gt;&lt;p class=" style=" style="text-align: center; font-size: 83%;"&gt;Desenho de aluno realizado em 2018&lt;/p&gt;&lt;p class=" style="&gt;&lt;span style="display: inline-block"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=" style="&gt;Esse desenho foi colocado entre os outros, então não sei quem o fez. Muitas crianças realizam seus desenhos e depois, por vergonha ou medo ou insegurança, colocam entre os outros para que não precise se expor.&lt;/p&gt;&lt;p class=" style="&gt;Isso acontece por alguns motivos, vou citar dois:&lt;/p&gt;&lt;p class=" style="&gt;* algumas professoras/es tendem a "julgar" o desenho das crianças;&lt;/p&gt;&lt;p class=" style="&gt;* ainda persiste a prática do desenho ser considerado uma atividade sem valor e não uma linguagem, e não existir depois de realizada a atividade, o tempo para a apreciação, expandir as ideias, refletir sobre eles.&lt;/p&gt;&lt;p class=" style="&gt;Como educadoras, muitas vezes, esquecemos o valor do desenho.&lt;/p&gt;&lt;p class=" style="&gt;Enfim, o que queria compartilhar com vocês é a obra feita e como ela é profunda. Esse desenho fala sobre Brasil, sobre colonização, sobre não pertencimento e muitas outras coisas.&lt;/p&gt;&lt;p class=" style="&gt;O que você sentiu observando essa obra?&lt;/p&gt;&lt;p class=" style="&gt;Me conte.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color: #444444;"&gt;______&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined s-component-content s-font-body s-component s-text s-blog-section-inner sixteen columns container s-block-item s-repeatable-item s-block-sortable-item s-blog-post-section s-narrow-margin blog-section" style="text-align: left; font-size: 18px;"&gt;&lt;span style="color: #444444;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #444444;"&gt;&lt;a style="color: #444444;" href="https://www.instagram.com/ana.magnani.educadora/" data-type="undefined" target="_blank"&gt;Ana Magnani&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #444444;"&gt; é doutoranda em...&lt;a href=https://www.artesmanuais.art.br/blog/existem-as-falas&gt;Read More&lt;/a&gt;</description>
    </item>
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      <title>Tempo, passatempo, passar o tempo...</title>
      <pubDate>Sat, 18 Apr 2026 07:00:31 -0700</pubDate>
      <link>https://www.artesmanuais.art.br/blog/tempo-passatempo-passar-o-tempo</link>
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      <description>&lt;p style="font-size: 83%;"&gt;&lt;span style="color: #444444;"&gt;Texto de Patrícia Amantino Estivallet*&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="display: inline-block"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Agora tenho me demorado em olhar a casa, habitá-la nestes anos de aposentadoria me permitem esse tempo de apreciação e participação com seus ritmos e suas coisas.&lt;/p&gt;&lt;p class=" style="&gt;	Se, segundo Bachelard, as gavetas, os cofres, os armários  “trazem consigo uma espécie de estética do escondido” (Bachelard, 1978), o que trariam consigo os relógios?&lt;/p&gt;&lt;p class=" style="&gt;	Aqui habitam relógios: de parede, de pulso, digitais e analógicos. Os analógicos são tão “analógicos” que possuem “manivelas”. Saberão vocês o que é uma manivela?&lt;/p&gt;&lt;p class=" style="&gt;	Voltemos aos relógios da casa, um deles é centenário e sempre na família, é um relógio de parede daqueles com pêndulo  que bate a cada 15 minutos. Quando mais jovem, implicava com suas constantes batidas, hoje seu silêncio me incomoda, não há mais quem entenda suas engrenagens, que permanecem então,  silenciosas.&lt;/p&gt;&lt;p class=" style="&gt;	E tem um relógio ponto, aquela caixa de metal verde com uma alavanca e cartões de papel, que foi abandonado com a chegada do “ponto digital”,  o relógio que minha mãe nunca tirava do pulso e ainda, os digitais no computador, nos celulares, mas não é nesses que me demoro, são óbvios demais e nem fazem tic-tac.&lt;/p&gt;&lt;p class=" style="&gt;	Interesso-me pelo relógio da parede, pelo relógio ponto e pelo relógio da minha mãe. O que eles têm em comum?  Um jeito “artesanal”, quase manual de pensar e  registrar o tempo. É preciso nosso engajamento com a coisa, é preciso dar “corda”, um ato físico, dar corda ao tempo.&lt;/p&gt;&lt;p class=" style="&gt; 	Nos maiores, relógios de parede, as manivelas precisam ser encaixadas no lugar correto e serem acionadas diariamente. Compreendes? É ação nossa com a coisa.&lt;/p&gt;&lt;p class=" style="&gt;	É preciso parar e atentar ao tempo, girar a manivela várias vezes, é preciso presença, por o tempo em movimento e então, me...&lt;a href=https://www.artesmanuais.art.br/blog/tempo-passatempo-passar-o-tempo&gt;Read More&lt;/a&gt;</description>
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      <title>Memória, ..., que coisa estranha</title>
      <pubDate>Sat, 08 Nov 2025 06:03:01 -0800</pubDate>
      <link>https://www.artesmanuais.art.br/blog/memoria-que-coisa-estranha</link>
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      <description>&lt;p&gt;Texto de Ana Magnani*&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="display: inline-block"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Memória, ..., que coisa estranha, repentinamente você toca uma coisa há muito tempo deixada de lado e, puff, uma história que parecia perdida retorna para nos fazer sentir novamente.&lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined"&gt;Bom, foi esse o acontecimento de hoje.&lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined"&gt;Vou contar a história.&lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined"&gt;A muito não lembrava de como peguei gosto pelos tecidos e linhas e ainda não sei dizer se algum dia vi mãe costurando, essas são lembranças que ainda não consegui alcançar, mas recordei as histórias que a ouvi contar, em momentos de alegria, e outros tantos de revolta.&lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined"&gt;Começou a retornar hoje, quando ao abri uma caixa guardada a muito, muito tempo, no maleiro do guarda-roupa. Nela, entre outros cacarecos, estavam adormecidos dois vestidinhos que mãe fez para mim. Um azul e branco com rendinhas de algodão e outro azul clarinho, com preguinhas, rendas, bordados e sainha franzidinha. Dois primores de capricho.&lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined"&gt;Observando os vestidos lembrei de mãe contando de quanto costurou na sua juventude. Roupas para ela, vó e tia. Saias godes, saiotes engomados que deveriam ficar em pé, casaquinhos dupla face, blusas finas... Tudo com acabamento perfeito.&lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined"&gt;Muitas lembranças se misturam nesse momento, o sentimento de alegria, frustração e tristeza. A mágoa por nunca ter sido valorizada.&lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined"&gt;Sinto hoje que mãe buscava aprovação do pai e sentia nunca ter alcançado.&lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined"&gt;A filha mais velha, a responsável pela mãe e irmã quando o pai se ausentava.&lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined"&gt;Aquela que carregava a responsabilidade e o peso por cumpri-la.&lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined"&gt;Não tenho lembrança de mãe sentada a máquina de costura, mas lembro de uma máquina que existia fechada em casa, em um canto qualquer.&lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined"&gt;Corro os dedos pela costura dos pequenos vestidos para sentir,...&lt;a href=https://www.artesmanuais.art.br/blog/memoria-que-coisa-estranha&gt;Read More&lt;/a&gt;</description>
    </item>
    <item>
      <title>Por amor aos objetos</title>
      <pubDate>Sat, 06 Sep 2025 07:00:10 -0700</pubDate>
      <link>https://www.artesmanuais.art.br/blog/por-amor-aos-objetos</link>
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      <description>&lt;p style="font-size: 83%;"&gt;Texto de &lt;a href="https://www.ninaveiga.com.br/a-nina" data-type="undefined" target="_blank"&gt;Nina Veiga&lt;/a&gt;*&lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined"&gt;&lt;span style="display: inline-block"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined"&gt;&lt;strong&gt;A relação si-objeto&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined"&gt;Estou realizando uma pesquisa, na Residência Artífice que promovo, através do Atelier de Educação e Ativismo Delicado. A motivação do projeto surgiu pela necessidade de faxina em um depósito onde guardo as coisas de pouco uso do atelier.&lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined"&gt;São muitas coisas. Objetos.&lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined"&gt;Objetos em movimento. Faxina.&lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined"&gt;É que a casa, esse organismo vivo e afetivo, ao escutar a palavra faxina, já ficou toda alegre e criativa. Inventou mil cantinhos para limpar e renovar.&lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined"&gt;O fato é que seres como nós, que habitam casas como as nossas, amamos os objetos. Questão central nos meus estudos ontológicos e epistemológicos, assim como nos assuntos domésticos.&lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined"&gt;Meu projeto é a faxina e, na parte conceitual, estou  a ampliar meus estudos filosóficos sobre a relação si-objeto.&lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined"&gt;&lt;span style="display: inline-block"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined"&gt;&lt;strong&gt;Por amor aos objetos&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined"&gt;Encontrei essa fotinho da bolsa de uma aluna-pesquisadora, da Pós-Graduação Artes-Manuais para Educação nos meus guardados e resolvi trazê-la para cá, junto à série de posts onde estou refletindo sobre objetos. A foto é puro amor aos objetos.&lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined"&gt;Acabo de ler um livro interessante sobre a temática objetos, como parte da minha pesquisa durante a Residência Artífice, 'Não-coisas: Reviravoltas do mundo da vida', de Byung-Chul Han, onde reflete sobre o mundo virtual e recupera a magia do sólido.&lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined"&gt;Diz Han: "As coisas estabilizam a vida humana na medida em que lhe conferem uma continuidade que 'deriva do fato de que a mesma...&lt;a href=https://www.artesmanuais.art.br/blog/por-amor-aos-objetos&gt;Read More&lt;/a&gt;</description>
    </item>
    <item>
      <title>Um convite para pensar com as crianças</title>
      <pubDate>Sat, 12 Jul 2025 07:00:33 -0700</pubDate>
      <link>https://www.artesmanuais.art.br/blog/um-convite-para-pensar-com-as-criancas</link>
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      <description>&lt;p style="font-size: 83%;"&gt;&lt;span style="color: #444444;"&gt;Texto de Ana Magnani*&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="display: inline-block"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Cara educadora,&lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined"&gt;Como tem sido a sua vida? Tem sido boa, de qualidade, com tempo para estar sendo? Por aqui ando caminhando, seguindo meus sonhos e meus instintos, buscando respostas para perguntas ainda não feitas, sigo o compasso do tempo-brincante.&lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined"&gt;Coisa de criança. Coisa que aprendi com as crianças.&lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined"&gt;Um ritmo do tempo, esquecido pelos adultos, que proporciona encontros com os sorrisos, as perguntas e os abraços. A cadência de um tempo no qual cabe o olhar para a batida da asa, o voo da folha ao chão, o rastejar da lagarta em seu movimento bamboleante.&lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined"&gt;Olhar de criança. Olhar que estou aprendendo a ter com as crianças.&lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined"&gt;A fala assertiva, o olhar curioso, a postura despreocupada, a língua solta. Língua que não guarda as perguntas, as faz. &lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined"&gt;E que nos toma de assombro.&lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined"&gt;Coisas importantes para as crianças. Coisas que estou aprendendo a pensar com as crianças.&lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined"&gt;Querida Mestra, - quanto carinho contém esse chamamento – te escrevo porque fui tomada pela inquietude, dias desses, em que, entre risadas soltas e brincadeiras despreocupadas na roda de conversa, as crianças disseram que sentem ódio. Que sentem ódio todo dia.&lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined"&gt;Ódio do mundo, das coisas, de tudo.&lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined"&gt;Falas de crianças. Falas que tenho aprendido a escutar com as crianças.&lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined"&gt;E apesar de estar aprendendo a escutá-las, fui tomada pelo assombro. E minha primeira vontade foi de não acreditar, de pensar que estavam inventando, que era bobagem de crianças.&lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined"&gt;E senti uma profunda vergonha dos meus pensamentos frente as crianças. Pois percebi que eram&lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined"&gt;Coisas de adulto....&lt;a href=https://www.artesmanuais.art.br/blog/um-convite-para-pensar-com-as-criancas&gt;Read More&lt;/a&gt;</description>
    </item>
    <item>
      <title>Com amor,</title>
      <pubDate>Sat, 05 Jul 2025 07:00:01 -0700</pubDate>
      <link>https://www.artesmanuais.art.br/blog/com-amor</link>
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      <description>&lt;p&gt;Texto de Luciana Aguilar*&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="display: inline-block"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Começou assim, despretensiosamente e na gargalhada... Isso mesmo, na gargalhada. Brincadeira salpicada de alegrias em meio ao caos de um dia de abril pandêmico. Depois, cresceu no riso leve, floresceu sobre olhares femininos cuidadosos: e mãos a digitar e vozes a contar. De forma inesperada, suavizou os dias – as brincadeiras são isso, a gente tem mais é que brincar. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com carinho, Julietas é um livro-poema sobre o amor e sobre a entrega – uma ciranda –, dá até para ouvir as múltiplas vozes e gargalhadas em linhas. Foram 14 mulheres a escrever as incontáveis e tantas Julietas. Você ouve? &lt;/p&gt;&lt;p&gt;A escrita-composição-poema-coletivo movimentou por dias essas mulheres diversas. A cada estrofe, é possível ler a subjetividade das escritas individuais de cada uma das autoras, fazendo com que escrita individual e coletiva se misturem e, ao final, ainda lembrar outras tantas mulheres a contar estrofes parecidas. &lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined"&gt;As autoras nunca se encontraram antes, mas parece que sempre se conheceram. O poema foi composto através de aplicativo de mensagens, a primeira estrofe-disparadora vem de Aline que distribui ao seu círculo de mulheres. Não sei bem como discorreu essa troca, mas talvez seja esse o encanto. Em meu aplicativo chega a primeira estrofe, logo depois a segunda e a terceira e o poema vai crescendo, eu vou me animando e me divertindo com a leitura e com a escrita.&lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined"&gt;Aline foi a guardiã do poema, recebia e encaminhava as estrofes a cada mudança. Não sabia quantas éramos ao certo, só mais tarde, depois do poema pronto, com perguntas de como e onde publicá-lo, Aline então, criou o grupo e nos reuniu. Se aquilombar virtualmente foi a forma despretensiosa e prazerosa que encontramos para compor algo sério como este texto - um modo de se expressar e se ler na escrita de outras mulheres.&lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined"&gt;Ah! E o estranhamento deste...&lt;a href=https://www.artesmanuais.art.br/blog/com-amor&gt;Read More&lt;/a&gt;</description>
    </item>
    <item>
      <title>Rendas</title>
      <pubDate>Sat, 07 Jun 2025 07:00:48 -0700</pubDate>
      <link>https://www.artesmanuais.art.br/blog/rendas</link>
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      <description>&lt;p style="font-size: 83%;"&gt;Texto de Claudia Lucia de Souza*&lt;/p&gt;&lt;p style="font-size: 83%;"&gt;&lt;span style="display: inline-block"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=" style="&gt;Os processos delicados da renda, com sua conformação, cor, textura e organização, refletem um olhar para o natural. Nada é apenas a criação do ser humano; é o divino atuando dentro das leis sutis da criação. Quando nos entregamos, abrimos o portão do belo jardim da criação. Nossas mãos, como instrumentos e pincéis da alma, trazem ilustrações que se fixam no mundo físico.&lt;/p&gt;&lt;p class=" style="&gt;Mesmo quando o ser humano parece carecer de criatividade, a essência da cor integral da flor nos ensina que a alma pode fechar os portões para esse acesso. O jardineiro, ou eu, precisa conduzir a alma, acessando o que ela tem de mais precioso no inconsciente. Assim, o portão se abre e somos envolvidos pelo perfume das flores, o chão molhado, o som dos pássaros e a mansa chuva que toca a vida como música. A voz humana se torna secundária, e a sonoridade do ambiente traz calma. As cores alegram o coração, e assim, caminhamos, sentindo os pés no chão, experimentando a alegria.&lt;/p&gt;&lt;p class=" style="&gt;Quando a alma se acalma e se distancia do mundo físico, abre o portão do seu belo jardim. Ao abrir os olhos, consegue fazer a sutil conexão entre seu maior eu e o mundo real. O encontro acontece em um processo de criação, onde o que estava esquecido renasce. O homem atua de forma plena, suas vontades e propósitos começam a fazer sentido através das rendas, do tricô, da aquarela e do crochê. Não há técnica, apenas expressão.&lt;/p&gt;&lt;p class=" style="&gt;Esse alto reconhecimento de um acesso antes esquecido revela-se em um ciclo de aprendizado eterno. Devemos olhar e agradecer pelas oportunidades de atuar na vida de tantas pessoas, sentindo o potencial de ser jardineiro de Deus, levando nutrição anímica a outras almas. É emocionante pensar nessa forma sublime e genuína de ser.&lt;/p&gt;&lt;p class=" style="&gt;No jardim de Deus, todos nós atuamos. A...&lt;a href=https://www.artesmanuais.art.br/blog/rendas&gt;Read More&lt;/a&gt;</description>
    </item>
    <item>
      <title>O gesto, mesmo falho, me gestou.</title>
      <pubDate>Sat, 31 May 2025 07:00:03 -0700</pubDate>
      <link>https://www.artesmanuais.art.br/blog/o-gesto-mesmo-falho-me-gestou</link>
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      <description>&lt;p&gt;*Texto de Patrícia Avancci&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="display: inline-block"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Neste texto, compartilho um recorte íntimo do meu processo de escrita do Módulo III. &lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined"&gt;A escrita aqui apresentada foi editada apenas para fins de pontuação e fluidez, mantendo-se fiel ao conteúdo original registrado no meu caderno (foram pedaços que escolhi entre muitas páginas escritas para compor este material). São trechos que me tocaram, que me fizeram refletir, que ficaram reverberando.&lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined"&gt;A estrutura está dividida da seguinte forma:&lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined"&gt;•	Primeira parte: o texto ditado, tal como surgiu espontaneamente, com sua cadência própria e ritmo de pensamento.&lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined"&gt;•	Segunda parte: o mesmo texto, com pontuação organizada para facilitar a leitura e manter a integridade da fala original.&lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined"&gt;•	Terceira parte: uma crônica autoral, tecida a partir desses pensamentos, reflexões das aulas e vivências experimentais.&lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined"&gt;&lt;span style="display: inline-block"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined"&gt;&lt;strong&gt;Primeira parte&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined"&gt;Por quantas vezes sei bem o que é isso essa coceira nas mãos é como se fosse uma inquietação uma necessidade de estar com elas ocupadas estar ocupadas por quê para quê o contato com o novo o conhecimento a imagem o material o sentimento mas estamos falando do contato físico ou mental ou ainda emocional um perigo tanta variedade corre-se o risco de perder-se vivemos hoje em um mundo onde temos tanta variedade tantas informações tudo tão rápido fico a refletir estaríamos nós talvez digo eu a perder se necessitar de opções escolhas e informações tantos caminhos possíveis que parecem um labirinto.&lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined"&gt;&lt;span style="display: inline-block"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined"&gt;Quando estamos enquanto isso reflito sobre a necessidade de escolher o que deseja eu queria feijão e só tinha milho em casa pensei em plantar...&lt;a href=https://www.artesmanuais.art.br/blog/o-gesto-mesmo-falho-me-gestou&gt;Read More&lt;/a&gt;</description>
    </item>
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      <title>Regina Terra</title>
      <pubDate>Sat, 22 Mar 2025 07:00:52 -0700</pubDate>
      <link>https://www.artesmanuais.art.br/blog/regina-terra</link>
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      <description>&lt;p style="font-size: 83%;"&gt;&lt;span style="color: #444444;"&gt;Texto de Luciana Aguilar*&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Seus olhos eram mar, intensos. Com frequência, eu tentava não ser arrastada por eles, mas algo me prendia, me fazia retornar, como se ali, naquele olhar eu estivesse segura. Às vezes, esse mesmo olhar de segurança mudava e se transformava em um mar profundo, escuro. Nesses momentos era possível ver sua tristeza, quase dava para tocar ou ser engolida por ela. Era assim que me sentia quando me aproximava dela nesses momentos, totalmente engolida por uma tristeza que eu não sabia explicar. Noutras vezes tinha um olhar de mar revolto, era um olhar mais dançante, repleto de boas memórias, seu corpo todo se agitava. Como seu olhar, ela dançava. Nesses dias, ela cozinhava doces.&lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined"&gt;Não era muito de falar, raramente sorria, os lábios nem se via. Sua pele macia, com a maciez da idade que se apressava em chegar. Mesmo macia, a pele ressecava, parecia terra pobre em nutrientes. Aliás tinha cor de terra, marrom, terra ressecada. Seu corpo triste se movimentava com a lentidão do tempo e do peso. &lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined"&gt;Mas nem sempre foi assim. Na meninice teve alegria, curiosidade, faladeira que só, vivia a puxar assunto com os mais velhos e a pedir que contassem suas histórias de vida. Quando jovem, ria com a intensidade do vento numa mudança de estação, ria dançando o corpo e gargalhava. A pele nesses tempos de juventude era terra de mangue, suja de areia, macia como argila, e refrescante como a água.&lt;/p&gt;&lt;p class=" undefined"&gt;Regina Terra é uma mulher cheia de histórias, como todas as mulheres, histórias que podem até parecer semelhantes às suas, às nossas, e é por isso que preciso registrar aqui que: não sei se são histórias verdadeiras. O mistério que envolve seu olhar também envolve suas histórias. Às vezes, enquanto me contava uma história, ria com o olhar, mesmo quando a memória contada era triste ou angustiante. Ela contava muitas dessas histórias...&lt;a href=https://www.artesmanuais.art.br/blog/regina-terra&gt;Read More&lt;/a&gt;</description>
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      <title>Meadas de lã</title>
      <pubDate>Sat, 15 Mar 2025 07:00:14 -0700</pubDate>
      <link>https://www.artesmanuais.art.br/blog/meadas-de-la</link>
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      <description>&lt;p style="font-size: 83%;"&gt;Texto de Patrícia Amantino Estivallet*&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="display: inline-block"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A lembrança mais remota que tenho com relação aos trabalhos manuais sou eu emprestando meus braços para feitura de meadas de lã. Na casa da minha infância essa era uma tradição de preparação para o frio, que chegaria com o inverno no Sul do país. Tudo começava com uma faxina no armário das crianças. &lt;/p&gt;&lt;p class=" style="&gt;Quando as temperaturas começavam a ficar mais amenas, o verão indo embora e o ventinho do outono dava sua graça, nossas roupas de lã eram vistoriadas, as que não serviam, quase todas, iam para a “reciclagem”, termo que não usávamos na época, mas que praticávamos no dia a dia.&lt;/p&gt;&lt;p class=" style="&gt; As peças de lã eram desmanchadas e as crianças convocadas a emprestar seus braços para a feitura das meadas. Era lindo ver a lã ‘engruvinhadinha” ir se esticando nos nossos braços. Quando cansávamos, era no encosto de uma cadeira que o trabalho continuava. &lt;/p&gt;&lt;p class=" style="&gt;Prontas as meadas, devidamente amarradas, eram lavadas, ficavam de molho em uma mistura que, até hoje, sinto do cheiro. Iam, então, para o varal, no pátio da casa. Olhando já saberíamos de que cor seriam as listras das nossas blusas novas. &lt;/p&gt;&lt;p class=" style="&gt;Mas o trabalho não acabava ali. Secas, as meadas voltavam para nossos braços, macias e cheirosas, dali sairiam os novelos que acabariam nas cestas das tricoteiras da casa: minha mãe e minha avó. &lt;/p&gt;&lt;p class=" style="&gt;Minha primeira graduação nas Artes-Manuais foi passar de suporte de meada para tricoteira. E, às vezes, hoje em dia, relembro com minha neta, mais por brincadeira, pois as “lãs” sintéticas de hoje não merecem tanto carinho. &lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;"&gt;Foto – Catarina (neta)&lt;/p&gt;&lt;p&gt;______&lt;/p&gt;&lt;p&gt;*Patrícia Amantino Estivallet - Porto Belo - SC&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Arte Educadora, Licenciada em Artes Visuais, Especialista em Arte e  em Neuropsicopedagogia, graduanda em Sociologia, pesquisadora da...&lt;a href=https://www.artesmanuais.art.br/blog/meadas-de-la&gt;Read More&lt;/a&gt;</description>
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