• Acervo das entrevistas de Marisa Silva em Fio às cinco em pontos

    Depois das cinco

  • a ideia

    O Nina Veiga Atelier de Educação reconhece a importância do trabalho da arte educadora Marisa Silva (@fioascincoempontos) que, durante a pandemia do Covid-19, iniciou uma série de entrevistas, o projeto FIO ÀS CINCO EM PONTOS, com personalidades de áreas que se avizinham ao campo de pesquisa das artes-manuais. Em vista disso, criamos um acervo com as entrevistas, importante documentação para a pesquisa em nossas pós-graduações e para os demais pesquisadores da área.

    idealizadora do projeto Fio às cinco em pontos

    É Pedagoga, Arte Educadora e Contadora de Histórias. Mestre em Educação/UFF(RJ). Os cursos de extensão compreendem a formação em Arte Educação pela Escolinha de Arte do Brasil(RJ), entre outros realizados no Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular/Museu do Folclore(RJ), sempre alinhando pesquisas entre Educação Popular e Cultura. Dinamiza e desenvolve projetos de formação em educação e cultura através de oficinas e palestras sobre a Pedagogia Griô e Contação de Histórias para educadores das redes pública e particulares de ensino.
    Também é idealizadora do Projeto "Fio às cinco em Pontos" onde entrevista de forma online, desde 2020, bordadeiras e bordadeiros de todo país, ouvindo suas histórias e memórias através do bordado.

    De segunda à sexta, às 21h, um vídeo do acervo é lançado.

    Fio 1
    Bordados do Boi da Floresta.
    Marisa Silva recebe, no Fio às cinco em pontos, Talyene Melonio.

    Fio 4
    Escrevendo movimentos, alongando o corpo: cuidados que devemos ter antes, durante e depois de bordar.
    Marisa Silva recebe, no Fio às cinco em pontas, Maria Fernanda Frazão.

    Fio 7
    Marisa Silva recebe, no Fio às cinco em pontos, Nina Veiga, falando de processos de imersão na arte de bordar, comunhão que sempre nos leva para dentro de nós.

    Fio 10
    Marisa Silva recebe, no Fio às cinco em pontos, Irismar Silva, do Ceará, que apresenta suas bonecas lindamente bordadas, Cartucheiras em flor, quadrinhos com motivos das festas e folguedos populares! Viva a Cultura Popular, viva o sertão do Cariri, Viva o povo brasileiro.

    Fio 13
    Marisa Silva recebe, no Fio às cinco em pontos, Itaėrcio Rocha (MA). Seus bordados e suas memórias estão entrelaçados em fios cheios de afetividade e belas histórias. Um encontro cheio de canções e muito brilho! Salve o Boi, salve o Cacuriä, Salve o Tambor de Crioula! Salve a festa e a arte das Bordadeiras que encantam todo o Maranhão.

    Fio 16
    Marisa Silva recebe, no Fio às cinco em pontos, Fernanda Macahįba que nos trouxe sua ancestralidade em forma de bordados e sonhos. contou sobre sua tataravó indígena e seu tataravô italiano, que chegou a trocar de nome em nome do amor! Falou também de sua outra avó, também italiana, que a ensinou a bordar e da qual herdou, dentre outras riquezas e saberes, a sua máquina de costura. O trabalho com o Projeto " Bordados Poéticos" vem lhe ampliando horizontes e possibilidades, além de muito aprendizado e prazer.

    Fio 19
    Marisa Silva recebe, no Fio às cinco em pontos, Fernando Cândido que é um bordadeiro de uma inquietude que encanta: tudo ao seu redor vira arte. De Catalão, cidade em que mora, nos mostrou vários trabalhos que misturam: bordado e literatura, bordado e colagem, bordado e fotografia e por aí vai... E por fim, quem já ouviu que homem não pode/ sabe bordar, procura lá em sua página @borda_do_ homem que , com certeza, muita coisa linda vai encontrar!

    Fio 20
    Marisa Silva recebe, no Fio às cinco em pontos, Paula Piedrafita (Santiago, Chile). O Coletivo "Bordando Dignidad" do qual Paula é uma das idealizadoras, nasceu a com as manifestações sociais que aconteceram no Chile a partir do dia 18 de Outubro , 2019. Mulheres Bordadeiras que se uniram para lutar contra o governo opressor, Bordando em praça pública, convocando mais e mais pessoas para se juntarem a ela, rememoraram o movimento das Apilleras, que também iam para as ruas bordar durante a Ditadura Militar Chilena. Paula nos contou também sobre suas memórias com o bordado, memórias esta que passa pela sua avó Margarida lá na Argentina, seu lugar de origem, e que ela carrega ainda hoje marcadamente em seu coração e em suas ações.
    Conversar com Paula nos deu a certeza de que nossa luta é uma só: bordar um mundo melhor!

    Fio 24
    Marisa Silva recebe, no Fio às cinco em pontos, Bordadeira Cariri e o Coletivo Rosa Amarela.
    O destino nos trouxe a grata surpresa de conversar novamente com a Bordadeira Irismar lá do Ceará e conhecer a bordadeira e artista plástica Lilica e a Vera Suzuki, que estavam justamente tingindo as linhas. Uma explosão de cores, viu?! A conversa fluiu e conseguimos ver obras lindas destas três Bordadeiras muito especiais.

    Fio 2

    Marisa Silva recebe, no Fio às cinco em pontos, Edzita SigoViva.

    Fio 5
    A interface entre o bordado e a psicologia em um constante movimento de ressignificação da vida.
    Marisa Silva recebe, no Fio às cinco em pontos, Dolores Schroder, do projeto Bordado Mágico.

    Fio 8
    Marisa Silva recebe, no Fio às cinco em pontos, Vanessa Machado, a rememorar seus caminhos que a levaram até a sua empresa de moda Mira Lab.

    Fio 11

    Marisa Silva recebe Telma Lopes, da Escolinha de Arte Guarä. Uma conversa bordada em um mágico quintal onde funciona a Escolinha de Arte Guarä , criada pela artista visual Telma Lopes e que atende às crianças de uma vila de pescador no bairro do Araçagi. Os bordados de Telma em folhas estão repletos de suas memórias, de quando criança, também brincava no quintal. Linda história de vida, gerada a partir de uma mãe costureira e um pai pescador.

    Fio 14
    Marisa Silva recebe, no Fio às cinco em pontos, Theka Galvão. De uma máquina de costura na infância surgiram as mais fantásticas criações artísticas desta bordadeira e educadora Theka Galvão. As memórias de uma avó que gostava de chamar a atenção para os processos e as pessoas que estavam por trás de tudo que já estava pronto, a levou a perceber detalhes e delicadezas tão importantes para tecer, já na fase adulta, trabalhos que misturam tintas, linhas, pedrinhas e uma infinidade de materiais que saltam aos olhos e resinificam objetos esquecidos pelo tempo. Bordados que falam de lutas , que clamam por justiça, sem esquecer jamais da poesia, que é o tecido de que é feito sua vida.

    Fio 17
    Marisa Silva recebe, no Fio às cinco em pontos, Fátima Coelho, que é umas dessas pessoas iluminadas que acendem vários sentimentos bons por onde borda e passa.
    Cada projeto que realiza nos incentiva a embelezar o mundo e com isso, nos tornamos belas também. Que os Projetos " Mãos que bordam" e " A palavra tem poder" tenham muita longevidade, pois estão carregados de amor e sabedoria!

    Fio 21
    Marisa Silva recebe, no Fio às cinco em pontos, Ninfa Parreiras. Conversar com é sempre beber vários goles de poesia. Desta vez, Ninfa nos contou sobre sua infância em Minas, sobre sua herança familiar que perpassa através de muitos bordados , linhas, fios e costuras. A tecitura de que foi feita é de mulheres fortes, porém delicadas e estes fios de memória, foram contados com muita ternura durante este encontro.

    Fio 22
    Marisa Silva recebe, no Fio às cinco em pontos, Marilena Fajersztajn.
    Marilena e seus bordados, Marilena e seus brilhos, Marilena e sua voz suave , carregada de afetos. Seu bordado encanta, nos faz viajar, nos leva a lugares incríveis, seus bordados contam histórias! Foi muito gratificante saber mais um pouco sobre a história do Boi Cupuaçu, que fica no Morro do Querosene em São Paulo. Viva os Bois do Maranhão, viva todos os Mestres e Mestras da cultura popular, viva a festa, viva a brincadeira e viva a arte do bordado que nos une a todas e todos.

    Fio 25
    Marisa Silva recebe, no Fio às cinco em pontos, Jacira Barros, da Casa da Chita. Jacira é uma Bordadeira, que como eu, é apaixonada pelas chitas. Em sua " Casa da Chita" que fica em Ouro Preto, nas Gerais, podemos achar de um tudo: bolsas, almofadas, porta trecos e até roupas. Tudo muito bem bordado com vários pontos e coloridas linhas, é claro. A conversa foi muito esclarecedora e aprendemos muito sobre a Chita e os cuidados que devemos ter com ela. Amei conhecer a querida Jacira e saber um pouco de sua história com o bordado, que já começou no ventre de sua mãe e seguiu com ela, como um tesouro herdado, de pequena até os dia de hoje

    Fio 3

    Projeto " Mãos que falam e bordam" Experiências de bordados com surdos/ mudos na Bahia.

    Marisa Silva recebe, no Fio às cinco em pontos, Elaine Jansen.

    Fio 6
    Marisa Silva recebe, no Fio às cinco em pontos, Vinícius Azevedo, falando de seu projeto de doutorado e sua pesquisa com o bordado na Educação.

    Fio 9
    Marisa Silva recebe, no Fio às cinco em pontos, Eliana Miranzi, que conta suas memórias com o bordado e seus projetos que misturam arte educação e psicologia, vida e memória. Uma bordadeira e educadora de uma sensibilidade singular que vem desenvolvendo uma metodologia que une saberes ancestrais e técnicas de bordado, espalhando boas sementes por onde passa.

    Fio 12
    Marisa Silva recebe, diretamente de Diamantina, Parísina Ribeiro que nos trouxe a riqueza de sua terra em traços e linhas bordadas. História de vida e uma trajetória repleta de arte que vale a pena conhecer! Que bom conhecer Bordadeira e educadora tão sensível e cheia de amor pelo seu trabalho.

    Fio 15
    Marisa Silva recebe, no Fio às cinco em pontos, Helena Flávia Marinho. Conversar com Helena é uma aula em seu sentido mais amplo: saímos com a certeza dele que nos conectamos e aprendemos mais sobre a natureza da qual fazemos parte ,mas que nem sempre nos lembramos disso. O Projeto "Linhas das Montanhas : bordando nossas águas" é um convite para mergulharmos neste rio ,nestas pedras, nestas árvores que estão fora, mas também estão dentro de cada um de nós.

    Fio 18
    Marisa Silva recebe, no Fio às cinco em pontos, com Iara Reis Rococó (CE). Uma prosa que já começou com poesia e lindos bordados e que nos levou diretamente ao sertão deste nosso país.
    Iara nos falou de sua infância em Caxias, no interior do Maranhão, da luta de seu pai que foi preso político, de como a arte a salvava em muitos momentos sofridos pra sua família... Depois de crescida, se encontrou no Ceará, e na cidade de Fortaleza, criou as filhas e com as bordadeiras , aprendeu tudo que sabe hoje. Nos deu uma aula sobre a importância do artista popular e nos deixa a certeza de que , como Paulo Freire nos falava" não existe saber melhor que o outro: existem saberes". E o desejo é que possamos seguir, aprendendo com cada bordadeira/o os seus saberes.

    Fio 23
    Marisa Silva recebe, no Fio às cinco em pontos, Soninha Santos, bordadeira que tudo que toca, ela transforma em algo melhor ainda, levando beleza e cor à roupas manchadas, esquecidas, abandonadas. Além disso, é uma historiadora, uma escritora, uma poeta das palavras que com muito sorriso e ternura, espalha arte e boas sementes por onde passa. Foi muito rica e prazerosa nossa conversa sobre suas memórias atravessadas pelo bordado, pelas histórias orais contadas por seus tios, pela cultura popular de sua terra tão bem entranhada em sua vida, em seu ser.

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