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Avessos, o dizer de algumas vozes

entre a ordem, desordem e outras linhas os avessos dizem

Entre os avessos

Entre avessos perfeitos, avessos escondidos e avessos embolados existe muito a se sentir e muito a se pensar. Em prosas diárias, ouvem-se vozes: algumas prezam pelo avesso perfeito como organização de si e das emoções, já outras acreditam na fixação com o avesso como um modo de controle e de padronização de ideias e sentires , há ainda vozes que falam da importância do avessos na tradição e transmissão da cultura de bordar.

Vozes sobre sentidos presente nos avessos: ordem/caos; tradição/ruptura; beleza/feiura; dedicação/desleixo. Será que existe conclusão? Ou são linhas diversas que se encontram e bordam a si e o mundo? Talvez, no fazer das mãos encontremos mais questões e intuições de qual caminho nos atravessa para construirmos o avesso que encaixa em nós.

Um avesso de Haline

Haline é múltipla. Se experimenta advogava, artista, pensadora, escritora, mãe. Em um exercício proposto durante a graduação, fez este quadrado poético, no qual compõem entre bordados, crochê, colagens e escritas percepções do avesso.

"E de repente a vida te vira do avesso e você descobre que o avesso é o seu lado certo."

Um avesso de Vinicius

Vinicius se faz com as manualidades pela encadernação. Começou pela leitura, foi pra a escrita e depois para a manufeitura dos livros. Em contato com a pós-graduação se percebeu na feitura do avesso do ponto cruz.

"do avesso. torto direito sujeito. limites sem. disciplina do mar, só ela ensina. ela onda, ela mestra. pede licença pra entrar. as linhas de trás são mistério. não quero pensar. sacerdotisa é quem tece. e se costuro na agulha é pra sentir o contato do corpo com a água e dentro de lá aprender a nadar. o resto inconsciente. deixa, deixa, deixa."

E você como experimenta a relação com os avessos? São muitas histórias, modos de aprender e vivenciar a relação. Acredito e valorizo as forças presente nesse processo de relação com o avesso. Tanto como produção de si, como construção histórica-social que precisa ser encarada e sentida.

trama por Vinicius Airuman, escrita em 2017 e atualizada em 2019, discente da primeira turma da Pós Graduação em Artes Manuais para a Educação

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